Nota de pesar pelo falecimento do senhor Aleixo Wonsovicz

É com imenso pesar que a Prefeitura Municipal de Mandirituba, noticia o falecimento do Senhor Aleixo Wonsovicz, pai da Vice-prefeita e Secretária de Assistência Social, Rosilene Vonsovicz Weber, na tarde desta quarta-feira (10). Senhor Aleixo tinha 89 anos, deixa 15 filhos, 34 netos e 16 bisnetos.

Neste momento de dor e perda, manifestamos solidariedade e prestamos condolências aos familiares e amigos, desejamos força e que Deus conforte a todos.

Aleixo Wonsovicz, neto de emigrantes poloneses, nasceu em 06/09/1929 na Colônia Lima em Mandirituba-PR. Serviu o exército de 1947 a 1948 e se casou em 10/07/1949 com Eva Juschok (in memoriam). O casal morou inicialmente na Colônia Retiro e após três anos a família mudou-se para a Colônia Rocinha, onde tiveram 15 filhos.

Para o sustento da família, o Sr. Aleixo exercia várias funções, pois era muito habilidoso, empreendedor e criativo. Comprou um moinho que era movido por uma roda d’água, o qual ele mesmo instalou. Atendia pessoas da comunidade e arredores que traziam os grãos de milho, trigo e centeio para serem processados. Ainda com a roda d’água e um pequeno gerador, ele produzia energia elétrica para atender a sua casa. Foi o primeiro morador da Rocinha a adquirir uma televisão, assim toda a vizinhança frequentava sua casa para assistir os programas e principalmente os jogos da copa do mundo. Aos domingos, levava a TV 12” ligada numa bateria, à Igreja para que a comunidade assistisse à missa. Era produtor e comerciante de produtos agrícolas e dos animais que criava. Proprietário de um armazém, trabalhava muito com a permuta de mercadorias. Sempre generoso, era o único morador da comunidade da Rocinha que aplicava injeções gratuitamente, já que a farmácia mais próxima ficava em Quatro Pinheiros. Também foi vendedor de aparelhos de rádio, além de prestar serviços como ferreiro e carregador de baterias. Exercia ainda atividade de construtor e instalador de rodas d’água, construtor de casas de madeira e alvenaria. Foi pioneiro na região em investimentos na agricultura, adquirindo equipamentos como batedeira e colheitadeira de trigo e um trator, tudo numa época em que se usavam equipamentos puxados a cavalos.

O Sr. Aleixo sempre foi uma pessoa muito envolvida com a comunidade e naturalmente foi ouvindo e percebendo as necessidades das pessoas. Na busca para a solução dos problemas que se apresentavam, percebeu que era necessário o seu ingresso na vida pública. Foi eleito vereador no ano de 1970 e reeleito por mais um mandato em 1973. Naquela época, o vereador prestava serviços voluntários ao município, sem receber salário. Sr. Aleixo transportava as pessoas até a Casa de Saúde e Maternidade Senhor Bom Jesus, hoje Hospital Municipal de Mandirituba, e para diversos hospitais de Curitiba. Não media esforços e com seu veículo e combustíveis próprios, socorria as pessoas que pediam a sua ajuda. O município era bastante extenso, pois Fazenda Rio Grande pertencia à Mandirituba. Em 1976 era vereador e diante da vacância do cargo de prefeito municipal, no dia 07/06/1976, sendo o presidente da câmara, Sr. Aleixo assumiu imediatamente a Prefeitura Municipal de Mandirituba, permanecendo até o dia 31/01/1977.

Como prefeito, reorganizou a administração, melhorou as condições das estradas, levou luz até o distrito de Areia Branca dos Assis, construiu pontes, escolas, etc. Se destacou principalmente pela aquisição da primeira retroescavadeira do município, além de uma ambulância para o hospital e um veículo para a prefeitura. Nessa época, Mandirituba era considerada a “capital da ameixa” e uma vez por ano, era realizada a Festa da Ameixa, com direito a rainha e princesas e grande repercussão na região. Também durante o seu mandato, uma equipe foi formada e representou o município numa gincana que acontecia ao vivo na TV. Mandirituba venceu e tornou-se ainda mais conhecida na região! Após o mandato de prefeito, trabalhou como chefe dos serviços de obras e ao mesmo tempo, assumiu a presidência da Casa de Saúde Senhor Bom Jesus (hospital da cidade), cuidando da administração geral do mesmo. Como o hospital recebia poucos recursos, quando necessário, à noite e finais de semana, ele assumia a função de motorista da ambulância. Fez isso por muitos anos e sem remuneração.

Sempre foi uma pessoa muito prestativa, solidária e gostava de servir bem o povo de Mandirituba.

Um filho dessa terra, que ajudou a construir a história de Mandirituba.

 

 

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