Ângelo Palú Sobrinho

PROJETO: Valorizando Mandirituba

RUA: Angelo Palu Sobrinho

Turma: 5º ano B

Professora: Elis Regina Fonseca

           

 

HISTÓRICO DE ANGELO PALU SOBRINHO

Texto de Dani  Piekarski baseado na

Entrevista realizada pelas

– Professora Elis Regina de Oliveira Fonseca

– Pedagoga Silvana Rocha

– Diretora Elaine Cristina Rocha

com os Alunos do 5º ano B da Escola Municipal Bom Jesus

 

Entrevistado: Carlinhos Palú – neto de Ângelo.

 

O Senhor José Palú veio para Mandirituba, teve 3 filhos. Quando nasceu o último filho a mãe morreu no parto. Depois que a esposa morreu o Senhor José caso —se novamente e tiveram mais filhos. O Angelo foi o filho mais velho deles.

O Sr. Angelo nasceu em 1913 e faleceu em 1971, com 58 anos, começou trabalhando na lavoura e aprendeu a dirigir. Na década de 40 comprava tora de pinheiro e puxava para Antonina, para colocarem no navio e levar para o Rio de Janeiro para serem laminadas. Depois começou a ter laminadora em Curitiba e ele puxava para lá. Em 1962 ele comprou uma serraria aqui onde está a da Família e iniciou a madeireira, que ficou para os seus filhos.

O Sr. Angelo era pobre, mas trabalhador, conheceu uma professora que vinha dar aulas aqui no Colegio José Pietruza (como era chamado o colégio Joaquim de Oliveira Franco antigamente), era a Professora Anita Muller. Casou-se com ela, tiveram  5 filhos(Gilberto, Admir, Valcir, José Palu e  Miguel)  e moraram ali na esquina do Banco do Brasil, numa antiga casa de madeira. Os dois morreram ali nessa casa. Na época Mandirituba pertencia a São José dos Pinhais. A família é de tradição madeireira, até a nova geração tem madeireira.

Curiosidades lembradas com muita emoção por seu Neto Carlinhos Palu:  “O Vô Angelo tinha a serraria e mandava serrar as tabuas de meia, chegavam na casa dele e falavam: “ Seu Angelin o senhor arruma uma madeira para gente fazer o caixão”:. Ahh pode ir lá”, iam e pegavam as tabuas de 30cm de largura e 2 cavalete e faziam o caixão. O Sr Thomaz Zeglin que era o comerciante, vendia os panos para colocar  dentro, o véu e a renda. Faziam o caixão ali mesmo, a tampa, tudo com as tabuas de meia. Ele fez uma promessa que enquanto ele tivesse vivo não ia faltar madeira para fazer  caixão, ele doava e não cobrava.  Morria muita criança pequena, não tinha funerária na cidade, eram os próprios funcionários da serraria que faziam. Como o avô viu a mãe morrer quando nasceu seu ultimo filho, ele ficou traumatizado. Na época não tinha hospital, era a parteira que fazia os partos das crianças. Poucas pessoas tinham carro, isso na década de 50 ou 60, e sempre que a parteira via que a criança estava atravessada, falava que tinha que ir para Curitiba ter o bebe para não morrer. Mas como poucos tinham carro era complicado. Era um tempo difícil, a cidade não tinha hospital, não tinha funerária. Ele dava o carro para levarem as pessoas para Curitiba. Iam na casa do Seu Angelin e os seus filhos que levavam, ele gritava: “Sile, Gilberto vão levar lá a mulher do fulano para ganhar o bebe em Curitiba”, pegavam a rural e iam. As pessoas não tinham condição, mas mesmo assim vinham depois  para ver quanto que tinha sido a viagem, mas ele nunca cobrava. Não queria ver nenhuma mãe morrer, era um tempo difícil, que não tinham carro só carroça, ele tinha uma rural. Hoje tem tudo, ambulância, hospital, funerária, a prefeitura doa caixão para quem não pode, antes era muito complicado, não tinha condução, as estradas eram ruins, em dias de chuva não conseguiam sair de casa, morria muita gente por conta disso”.

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support