José Alves Moro

Professora: Adriani do Carmo Muchau de Assis

Turma: 5º ano A

Rua: José Alves Moro

 

BIOGRAFIA DE JOSÉ ALVES MORO

Nasceu no dia 07 de julho de 1.915 na localidade denominada Cotia no município de São José dos Pinhais – Paraná.

Era o segundo filho de uma prole de 9. Seu pai imigrante italiano, veio para o Brasil com apenas 3 meses de idade.

A família de sobrenome Moro, era de uma província chamada San Nazário – Vicenza na Itália. Aqui chegaram no ano de 1.890.

Eram muitas famílias que deixaram tudo para trás, atravessaram o Oceano Atlântico em navios precários, numa viagem que durava 3 meses.

Francisco Moro que aqui chegou ainda bebê, cresceu junto de seus familiares cultivando a terra. Aos 20 anos casou-se com Rosa Alves de Oliveira, uma jovem de 17 anos.

Dessa união nasceu José Alves Moro que junto de seus irmãos aprenderam a cultivar a terra e daí retirarem o seu sustento. Conta-se que o povo italiano tinha muita habilidade para a lavoura assim como vários outros povos europeus que vieram para o Brasil.

Anos mais tarde o pai de José Alves Moro adquiriu terras em Areia Branca dos Assis, e para cá veio residir com seus filhos. José Alves Moro já sendo crescido trabalhando muito conheceu a jovem Maria de Camargo que morava na localidade de Quatro Pinheiros. Como a fama de muito trabalhador era bastante conhecida, a avó de Maria e seu pai concederam permissão para se casarem.

Por algum tempo residiram em Quatro Pinheiros. Tempos depois José Alves Moro com muito esforço comprou algumas terras em Areia Branca. Construiu uma casinha humilde e para cá trouxe sua família.

Plantava e colhia e nada para ele era difícil, pois o trabalho era para ele uma benção, graças à saúde que tinha.

As pessoas que com ele conviveram contavam que “Seu Juca”, como era chamado, depois que terminava o plantio das roças, ia ajudar seus amigos e compadres a limparem as plantações. Na entre safra empreitava matas para cortar, fazendo inúmeros metros de lenha.

Também era muito entendido em Matemática. Fazia contas como ninguém. Naquele tempo em que não existiam as calculadoras, as contas eram feitas na ponta do lápis como se falava. Por isso, era comum todas as tardes muitos trabalhadores rurais o procurarem para que ele fizesse as contas de roçadas e capinagens. Também sabia muito bem resolver contas de medição de toras.

Tempos depois foi convidado a tocar um pequeno armazém com seu cunhado João Afonso de Camargo. Trabalhou algum tempo nesse ramo, mas o amor pelo cultivo da terra foi maior. Voltou a lidar com plantações de feijão e milho.

E foi graças ao seu trabalho incansável que mais tarde construiu uma boa casa, comprou uma carroça e uma parelha de cavalos. Na época quem conseguia essa façanha era respeitado por todos. Era considerado um homem “bem de vida”.

José Alves Moro vendia o excedente de sua produção sempre tendo uma reservinha de dinheiro. Muitas vezes emprestava aos amigos que estavam passando por dificuldades. Não era agiota, cobrava um juro que não explorava ninguém.

Colaborou muito com a comunidade, sendo membro da Comissão da Igreja Católica de São Benedito. Tinha a habilidade de “bradar leilão”, prática muito usada nas festas católicas. Foi Juiz de Paz por alguns anos, fazendo casamentos, apaziguando de divergências de vizinhos, medindo terras, etc.

Por volta dos anos 60 trabalhando ainda na roça resolveu voltar ao ramo do comércio, pois seus filhos mais velhos já casados, rumaram para outras funções. Comprou um pequeno armazém. Esse armazém cresceu, prosperou e para a época tornou-se um grande comércio.

Aposentou-se deixando o armazém por conta de seu filho Antônio Amauri Moro. E já um idoso, voltou na labuta do cultivo da terra que ele tanto amava, pois saúde ele tinha para dar e vender.

Certo dia, mais precisamente em 15 de abril de 1.988 ao atravessar a BR 116, para colher o milho que havia plantado sofreu um acidente que ceifou sua vida. Morreu aos 72 anos devido a um traumatismo craniano.

Deixou a esposa Maria Alves Moro e os filhos João Alves Moro, Helena Deuzita Moro, Athaydes Alves Moro, Antonio Amauri Moro e Adi Maria Moro. Seu filho Antônio Amauri Moro faleceu um ano antes de José Alves Moro.

A homenagem que a Câmara Municipal dedicou à sua memória colocando seu nome em uma das ruas de Areia Branca e também em uma Escola Rural, deve-se ao fato de José Alves Moro ser pai do Senhor Athaydes Alves Moro que foi vereador algumas vezes e também vice-prefeito.

José Alves Moro não deixou riquezas para os filhos. Deixou uma quantia de terras. Mas a riqueza maior foi criar os filhos sem deixar nada faltar e ensinar o valor do trabalho.

Seus filhos agradecem por José Alves Moro que foi honesto e trabalhador deixando valores que não se compram…

Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support